DAS PROFUNDEZAS
Despertaste-me das profundezas.
Trouxeste-me à tona.
Trouxeste-me, anjo.
Algum tempo estive escondida nas dobras
da vida.
Escondida, lambendo a ferida.
Hoje eu me vejo tão mais forte.
Encarei tudo de forma valente.
Até a morte.
E de covarde me chamaram um dia.
Quem me dizia a si mesmo via.
De si se escondia.
E por covardia.
O peso do mundo nas costas me jogava.
Busquei respostas.
Ah, e desanimei.
Me fragilizei.
De dor nas profundezas me afundei.
Nas profundezas que entristece.
Mas anjos sempre estão cuidando da
gente.
Quem me socorreu foi um anjo de asas
muito azuis fosforescentes.
Um dia eu descobri que noutro caminho já
andava.
O anjo me ajudava.
Com poucas palavras, com poucos gestos.
Mas tão autêntico sempre.
Meu anjo.
Era tão negro aquele mundo onde eu me
vira jogada.
E tu me salvaste sem cobrar nada.
Me equivoquei.
Quis ser sua namorada.
sonia delsin

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