terça-feira, 25 de junho de 2013



MINHAS MÃOS

Eu as olho.
Não têm mais o frescor da mocidade.
Perdeu um pouco daquela suavidade.
Mas continuam encantadoras.
Olho-as e me emociono.
Quanto labor!
Com estas mãos quanto demonstrei amor!
Nunca foram agressivas estas mãos.
Foram mãos de acariciar.
Mãos de se dar...
De se entregar.
De deixar a energia passar.
Mãos de veludo nos sonhos das noites.
Mãos de seda no viver do dia-a-dia.
Então... minhas mãos... são bênçãos.



sonia delsin 

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