MINHAS MÃOS
Eu as olho.
Não têm mais o
frescor da mocidade.
Perdeu um pouco
daquela suavidade.
Mas continuam
encantadoras.
Olho-as e me
emociono.
Quanto labor!
Com estas mãos
quanto demonstrei amor!
Nunca foram
agressivas estas mãos.
Foram mãos de
acariciar.
Mãos de se
dar...
De se entregar.
De deixar a
energia passar.
Mãos de veludo
nos sonhos das noites.
Mãos de seda no
viver do dia-a-dia.
Então... minhas
mãos... são bênçãos.
sonia delsin

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