terça-feira, 25 de junho de 2013



COMO NUM CONTO DE FADAS

Meu belo adormecido.
Ainda espero que acorde de seu longo sono.
Foram bruxas que o enfeitiçaram?
Foram fadas más que a esta letargia o condenaram?

Sim, sou eu.
Aquela que em todos os seus tempos retorna.
A sua amada que espera pacientemente que você acorde.
Que você desperte deste torpor.
Sou eu, meu amor.

Eu o vejo tão lindo dormindo.
Parece-me que no sono está sorrindo.
É um engano meu?
É este meu coração apaixonado?
Que tanto lhe quer, meu amado?

Não é uma ilusão. Você sorri.
Levanta-se e olha à sua volta.
Esfrega os olhos. Não pode crer.
Isto não está a acontecer.
A eternidade não tem este poder.
Este poder de devolver.

Sua boca entreaberta me convida.
Beijo-o e meu beijo lhe diz que tudo está acontecendo de fato.
Que é tudo verdade.
Que vencemos a maldade.
Sim, a maldade de quem nos afastou.
Por certo, foi alguém que nunca amou.

Um beijo prolongado e tão ansiado coloca um the end neste episódio.
E meu coração menino balança-se numa gangorra de sonhos.
Estive sonhando, mas foi comovente.
Deixou-me tão contente.


sonia delsin 

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